sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Capítulo 8: Palavras que nada dizem

Postado por Isabelle Monteiro de S. César e Ana Maria Ferreira Cosme, ambas, graduandas do curso de Gestão Ambiental

WEINBERGER,David. Palavras que nada dizem. A Nova desordem digital: os novos princípios que estão reinventando os negócios, a educação, a política, a ciência e a cultura.. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. cap. 8, p. 149-174.


Este texto inicia falando de instruções e avisos tão óbvios que nos fazem parecer embeices, como por exemplo, o aviso que um fósforo pode provocar  fogo, ou que não se pode passar roupa enquanto estiver vestido, ou de tomar um sonífero que nos causa sono. O autor mostra que o ser humano é muito bom em compreender o que está implícito, usado como demonstrativo as placas de trânsito onde devemos memorizar o significado de cada imagem para agir corretamente, no lugar de simplesmente colocar um pequeno texto explicando o que a placa significa.
O autor nos mostra tudo esta diretamente liga a forma como compreendemos e interpretemos estes metadados que são marcos ou pontos de referência que permitem circunscrever a informação sob todas as formas, pode se dizer resumos de informações sobre a forma ou conteúdo de uma fonte. No qual A sua utilização estende-se a outros campos além da gestão documental. Como a tecnologia conhecida por “data warehouse” consiste em extrair e concretizar dados de múltiplas fontes numa base de dados que possa ser consultada de várias maneiras pelos utilizadores com ferramentas de suporte à decisão.
O autor diz que nossa consciência é formada a partir da nossa capacidade de ter foco e ser implicitamente consciente do nosso contexto ao mesmo tempo, ou seja, é preciso ter foco para ser possível tornar o implícito em algo explícito dentro do contexto. Porém alguns 
fenômenos ao se tornarem explícitos, acabam nos deixando desorientados, assim surge nossa ânsia por simplificar as coisas. Portando, segundo Weinberger, é difícil falar e expressar o implícito e o explícito uma vez que ao falarmos sobre algo acabamos tornando-o explícito. Pois, segundo o autor  “A trajetória entre o implícito e o explicito não é uma via de mão única. Podemos observar as idas e vindas no processo por meio do qual uma nova sinalização é desenvolvida e implementada”(p.151). O implícito é um  símbolo que  não precisa estar aparente, já está em nosso contexto, é frágil, depende (das mudanças) da cultura, conhecimento tácito; contexto/histórico, significado. “O significado de determinada coisa é proporcionado pela rede de significados implícitos pelos quais chamamos mundo.” (p.172). E o explícito: é algo com interesses, está diretamente relacionado com o implícito que pode causar o excesso de simplificação.
O autor traz um ponto de discussão interessante que é sobre aquilo que não é dito e seu significado, focamos sempre no que é dito, mas o que falamos vem daquilo que não podemos falar. Em uma terceira ordem procura eternizar o significado, por meio da digitalização de todo o conteúdo e dos metadados, permitindo reunir um conjunto de conteúdos, por meio relacional, produzido pelos leitores, promovidos pelas empresas ou criados pelo os próprios clientes. Weinberger, dentre os 10 capítulos do livro a Nova deserdem digital, é um dos texto que mais nos faz refletir sobre como é importante para a sobrevivência de uma serie de empesas compartilharem este mundo de informações dos clientes para que assim o mercado esteja sempre aquecido e que esta esfera de informações não deixe de circular e alimentar os bancos de dados. Pois o  autor fala que seu valor é o relacionamento implícito, que transforma em 
infraestrutura de significado, possibilitando explorar o conhecimento por meio do maior banco de dados do mundo.

Para a construção desta resenha utilizamos algumas informações do site http://kingdomadmp5.blogspot.com.br/2014/12/resenha-do-livro-nova-desordem-digital_30.html


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